quarta-feira, 27 de abril de 2011

Visão contínua. Um texto de Nicolau de Cusa




Visão contínua. Um texto de Nicolau de Cusa

Esforço-me por ser bom, porque tu és bom.

Esforço-me por ser justo, porque tu és justo.
Esforço-me por ser misericordioso, porque tu és misericordioso.
O meu esforço não está voltado senão para ti,
porque todo o teu esforço está voltado para mim.
Olho só para ti com a máxima atenção
e jamais desvio os olhos da mente,
porque tu me abraças com uma visão contínua.
Volto o meu amor para ti,
porque tu, que és caridade, estás voltado para mim.
E o que é, Senhor, a minha vida
senão o abraço com o qual a doçura do teu amor
me abraça tão amorosamente?
Amo ao máximo a minha vida, porque tu és a doçura da minha vida.
Nicolau de Cusa (1401-1464)
Referência:http://tribodejacob.blogspot.com

terça-feira, 26 de abril de 2011

Regra de Ouro


Toda a manhã Deus nos felicita com uma nova oportunidade de recomeçar alguma coisa, como diria Shakespeare: “não há noite tão longa que não acabe amanhecendo”. Por ser uma escolha, eu opto em ser só mais um dia, ou o “dia”, tudo aqui é passageiro, a fé nos sustenta, a esperança nos matem vivos e o amor nos torna diferente aos olhos do mundo. Somos o sal que tempera a terra e a luz que ilumina o mundo e assim damos o sabor, cor e vida que queremos em nosso dia, somos conduzidos para o mundo celestial ao plantarmos o bem. O amor é a maior de todas as virtudes e prova disso é o Dom da Salvação, por meio do Amor infinito de nosso Pai Celestial por nós.

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a Vida Eterna, por Cristo Jesus, nosso Salvador." Romanos 6:23

O amor é cura, é esperança, é a segurança, é o bem que mais precisamos, no entanto, é o mais temido sentimento.

Aprendi que das dores e que extraímos a cura de diversos males, na dor estamos mais próximos do Pai e isso é bom, foi pela dor que amei Jesus, foi pela dor que li a Bíblia, somente a palavra curou e cicatrizou as feridas da morte de meu irmão.

Bem disse Rubem Alves:

“os conhecimentos nos dão meio de viver, a sabedoria nos dá razões para viver, aprendemos palavras para melhorar o mundo. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. O ato de ver não é coisa natural, precisa ser aprendido”.


Mas isso é o amor, não é para se entender, é para vivê-lo, transmiti-lo e sermos fonte, como Jesus. Não existe amor sem ação. É como a fé em Jesus, ou temos ou não temos. Não é para entendê-lo, não possuímos capacidade para isso, é para confiar e seguir, pela fé seremos Salvos.

"E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permeneceis nos vossos pecados." 1 Coríntios 15:17.

Pela misericórdia de nosso Pai, hoje somos libertos da Lei do Pecado, através do Sacrifício Expiatório de nosso Salvador Jesus Cristo, que a lei do Espírito de Vida, de Adoção, tornamo-nos filhos do Pai.

"Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é a esperança; porque o que alguém vê como esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos" Romanos 8:24-25



" Agora, pois, permanecem a FÉ, ESPERANÇA e o AMOR, estes três, mas o maior destes é o AMOR ! Coríntios 13:13.

Existem pessoas que sentem medo de tentar, de escolher, de fracassar, de falar, de acreditar, de agir, sentem medo dos que os outros falarão, enfim, tem medo de viver. Enquanto nosso Pai nos concedeu este mundo maravilhoso para nossa felicidade, devemos apenas preocupar com o que nosso Pai pensará, a Ele devemos agradar. E para agradá-lo Ele nos ensinou: "Amar a Deus acima de todas as Coisas e o ao Próximo como a ti mesmo", essa é a Regra de Ouro do Mestre. Tudo o mais é passageiro. Pois o Espírito Santo sonda nossos corações e sabe do nosso querer. 

 "E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, e é  Ele que segundo Deus, intercede pelos Santos." Romanos 8:27.

O Verdadeiro indicador do sucesso na vida

Foto: Carinho de Joseph para sua esposa Emma.

Numa mensagem recente do programa “Música e a Palavra Proferida”, do Coro do Tabernáculo Mórmon, ouvimos a história de um casal de idosos, casados há muitas décadas. Como a esposa estava perdendo gradualmente a visão, não era mais auto-suficiente como antes. Sem que ela precisasse pedir, o marido começou a pintar-lhe as unhas.

“Ele sabia que ela conseguia enxergar as unhas ao pô-las perto dos olhos, em determinado ângulo, e isso a fazia sorrir. Ele gostava de vê-la feliz, e então, continuou a pintar suas unhas até ela falecer, mais de cinco anos depois.” (“Selflessness”, 23 de setembro de 2007, transmissão de Music and the Spoken Word, disponível em www.musicandthespokenword.com/messages/ .)

Esse é um exemplo do puro amor de Cristo. às vezes, o maior amor não se encontra nas dramáticas cenas imortalizadas por poetas e escritores. Em geral, as maiores manifestações de amor são os gestos simples de bondade e carinho que demonstramos às pessoas com quem cruzamos na estrada da vida.

O amor verdadeiro dura para sempre. é eternamente paciente e está sempre disposto a perdoar. Crê, espera e suporta todas as coisas. Esse é o amor que o Pai Celestial tem por nós.

 
Todos nós desejamos sentir esse tipo de amor. Mesmo quando erramos, esperamos que os outros nos amem, a despeito de nossas falhas e mesmo que não mereçamos.

Como é maravilhoso saber que o Pai Celestial nos ama, mesmo com todos os nossos defeitos! Seu amor é tão intenso que, ainda que nos consideremos um caso perdido, essa nunca será a opinião Dele.
A percepção que temos de nós mesmos se baseia apenas no passado e no presente. Mas a visão que o Pai Celestial tem de nós é eterna. Ainda que nos contentemos com menos, o Pai Celestial não o faz, pois nos vê como os seres gloriosos que podemos nos tornar.
O evangelho de Jesus Cristo é um evangelho de transformação. A partir de homens e mulheres terrenos, refina-nos para que nos tornemos homens e mulheres eternos.
O meio de alcançarmos esse aperfeiçoamento é o amor como o de Cristo. Não há dor que Ele não alivie, amargura que não remova, ódio que não dissipe. O dramaturgo grego Sófocles escreveu: “Há uma palavra que nos liberta de todo o peso e sofrimento da vida: essa palavra é amor”
Os momentos mais preciosos e sagrados da nossa vida são os coroados pelo espírito de amor. Quanto maior for o nosso amor, maior será a nossa alegria. No final, o florescimento desse amor será o verdadeiro indicador do sucesso na vida.

No último dia, o Salvador não Se interessará pelo tipo de chamado que exercemos. Não nos interrogará sobre nossos bens materiais ou fama. Contudo, perguntará se ministramos aos enfermos, demos de comer e beber aos famintos, visitamos os presos e socorremos os mais fracos. Quando nos propomos a ajudar o menor dos filhos do Pai Celestial, é a Ele que servimos. Essa é a essência do evangelho de Jesus Cristo. (Mateus 25)

Se desejarmos aprender realmente a amar, basta refletir sobre a vida do nosso Salvador. Ao partilhar os símbolos sacramentais, recordamos o maior exemplo de amor de toda a história da humanidade. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito.” (João 3:16)

O Compromisso é essencial e a maioria dos problemas são resolvidos através de esforço, diálogo e amor. Por a pessoa ser corpo e espírito, o seu amor realiza-se com o tempo, mas é, em si mesmo, para sempre. Se uma pessoa diz a outra que a ama, a mesma linguagem supõe a expressão "para sempre". Não tem sentido dizer: - Amo-te, mas provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continues a ser simpática e agradável, ou eu não encontre outra melhor, ou não fiques feia com a idade. Um "amo-te" que implica "só por algum tempo" não é um amor verdadeiro. É antes um "gosto de ti, agradas-me , sinto-me bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a entregar-te a minha vida".

Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima. Apocalipse 7:16,17


Referência: http://lds.org/conference/talk/display/0,5232,23-2-776-10,00.html#notes
O Grande Mandamento, Conferência Outubro de 2007
Élder Joseph B. Wirthlin
Do Quórum dos Doze Apóstolos


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http://nanasilveira.blogspot.com/2011/02/amor-e-eternidade.html
http://nanasilveira.blogspot.com/2011/02/maneiras-de-amar.html
http://nanasilveira.blogspot.com/2011/02/o-dom-do-amor-nutrir-e-apascentar.html


Conhecimento

 Você não pode transferir para outras pessoas aquilo que adquiriu para si. Eu não posso dar a um homem um testemunho desse evangelho mais do que eu posso comer por esse homem. Eu posso ensinar-lhe como conseguir isso. Eu posso falar das bênçãos que Deus deu para mim. Mas cada, e todo homem precisa viver o evangelho se ele espera obter um testemunho individual da divindade desse trabalho. Isso foi testado em todo o mundo por homens e mulheres que tem sido odiados e abusados e perseguidos por sua própria carne e sangue, porque eles se uniram a esta Igreja; mas em resposta a humilde oração, eles recebem a luz e o conhecimento e o testemunho concernente à divindade desse trabalho.” (Primeira Presidência Enfatiza o Valor do Testemunho Pessoal em um Discurso no Tabernáculo: Presidente Heber J. Grant, Deseret News, junho 1934).


"Compararemos a palavra a uma semente. Ora, se derdes lugar em vosso coração para que uma semente seja plantada, eis que, se for uma semente verdadeira, ou seja, uma boa semente, se não a lançardes fora por vossa incredulidade, resistindo ao Espírito do Senhor, eis que ela começará a inchar em vosso peito; e quando tiverdes essa sensação de crescimento, começareis a dizer a vós mesmos: Deve ser uma boa semente, ou melhor, a palavra é boa porque começa a dilatar-me a alma; sim, começa a iluminar-me o entendimento: sim, começa a ser-me deliciosa" Alma 32:27-28

Torne o Namoro um Cruzeiro Tranquilo

Gostaria de partilhar algumas perspectivas do evangelho sobre três palavras: amizade, namoro e relacionamento físico.

Primeira, a amizade é um princípio do evangelho; é necessária para nosso bem-estar emocional e espiritual. Segunda, a amizade é o alicerce sobre o qual devem ser edificados o namoro e o casamento e pode ser cultivada. E terceira, um relacionamento físico antes do casamento pode transtornar a edificação de um forte alicerce de amizade, mas, depois do casamento, pode realçar essa amizade.

Amizade



Qual é a importância da amizade para vocês? Como traz bênçãos a sua vida? Vocês já sentiram-se sem amigos? É horrível ficar sozinho e sem amigos.A amizade é necessária para o nosso bem-estar — não apenas agradável, mas necessária. Todos sentimos falta dela, é uma necessidade universal.

Isto para mim tornou-se muito claro, quando um dos meus membros da junta geral das Moças fez algumas viagens pessoais nesse último verão. Nessa ocasião, ela conversou com moças em Idaho, Brasil, Mongólia e Rússia. Em cada lugar, perguntou-lhes a respeito de sua vida e compilou suas respostas.

Aqui estão algumas das perguntas que fez, juntamente com as respostas mais freqüentes que recebeu para cada uma delas.

Pergunta: O que a faz feliz? Resposta: Os amigos.

Quais são suas maiores preocupações? Os amigos.

O que gosta de fazer em seu tempo livre? Estar com os amigos.

Em que você pensa a maior parte do tempo? Nos amigos.

Por que as moças não vêm à Mutual? Não têm amigos.

Por que as moças ficam menos ativas? Pela pressão dos amigos.

Não é surpreendente? Os amigos são de primordial importância para as jovens do mundo todo. E creio que os rapazes dariam respostas semelhantes. Assim também como muitos adultos, pois todos precisamos de amigos.

Os profetas ensinaram que a amizade é uma parte essencial para guardarmos nossos convênios. Considerem o exemplo do povo de Alma nas Águas de Mórmon. Ali, eles expressaram seu desejo de entrar no rebanho de Deus. Alma perguntou-lhes se estavam dispostos a carregar os fardos uns dos outros, a chorar com os que choram, e consolar os que necessitam de consolo. Isto é, ele lhes perguntou se estavam dispostos a fazer parte do convênio de que agiriam como amigos. Eles bateram palmas de alegria ao participarem desse convênio. E seus corações se entrelaçaram em unidade e amor. Eis um grande exemplo escriturístico de amizade. (Ver Mosias 18.)

Podemos olhar para Jesus Cristo como o maior exemplo de amizade. “Amigo” era o maior cumprimento que Ele podia dar aos Seus discípulos. Ele disse:

“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

Vós sereis meus amigos (...)

(...) Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” (João 15:12–15)

Se a amizade se mostra tão importante nos ensinamentos de nossos profetas e de nosso Salvador, não deveríamos estar nos esforçando para ser grandes amigos cumpridores de convênios? Ser um amigo assim é à semelhança de Cristo; ter amigos assim é celestial. Como santos dos últimos dias, sabemos que a salvação inclui o privilégio de passar a eternidade no lugar em que nosso verdadeiro Amigo, o Salvador, e outros que se tornaram como Ele se encontram. As escrituras dão-nos essa gloriosa promessa:

“E que a mesma sociabilidade que existe entre nós, aqui, existirá entre nós lá, só que será acompanhada de glória eterna”. (Doutrina e Convênios 130:2)


Namoro

Isto me traz a uma segunda palavra ou relacionamento: namoro. A amizade deve representar um papel chave no namoro e casamento. Vejo a amizade como o alicerce da pirâmide do namoro. Uma pequena história me ajudará a ilustrar esse ponto.

É sobre Isaac e Rebecca. Mas não é um relato bíblico. Trata de nossa filha Rebecca e seu pretendente Isaac. Nossa Rebecca não foi persuadida a casar-se com seu Isaac com tanta facilidade quanto a Rebeca do Velho Testamento. Nem estava disposta a deixar imediatamente seu estilo de vida e sua família para ser parte da vida de outra pessoa.

Nossa Becky estava com 21 anos. Havia-se inscrito para um estágio por meio da Universidade Brigham Young em Moçambique, África. Não estava certa se deveria servir em uma missão, mas pelo menos tinha iniciado a papelada marcando consultas com o dentista e o médico. Estava também pensando em candidatar-se a um programa de mestrado em seu campo. Em resumo, tentava decidir o que fazer na próxima fase de sua vida.

Todos nós imaginávamos qual dos três M’s venceria — Moçambique, missão ou mestrado.

Nesse meio tempo, Isaac entrou em atividade e logo ofereceu um outro M para escolha: matrimônio.

Ele deveria freqüentar a faculdade de medicina dentro de alguns meses e não queria ir sem a Becky. Mais tarde, contou-nos que também tinha seus três M’s — e esperava que ela escolhesse matrimônio, medicina e, com o tempo, maternidade.


“Se não o fizesse”, disse ele, “eu sabia que isso faria com que eu sentisse o quarto M — miserável.”


Becky era uma mulher do século 21. O mundo e suas muitas oportunidades glamurosas estavam à sua disposição, e era-lhe difícil deixar de lado alguns de seus sonhos.

O que finalmente a venceu foi a bondade de Isaac e sua gentileza com ela. Ele também tornara as coisas românticas, como enviar-lhe belos ramalhetes, levá-la a lugares agradáveis e assim por diante.
Mas essas coisas por si só não a teriam vencido. O que mais a influenciou foi como ele sempre colocava os sentimentos e necessidades dela acima dos seus. Tinha gestos atenciosos, como os que um amigo faria para outro.

Por exemplo, quando soube que a pulseira do relógio dela era muito grande para seu pulso, ele tirou alguns elos da correia, fazendo com que o tamanho ficasse perfeito. Outra vez ela encontrou seu carro limpinho e reluzente, por dentro e por fora, porque ele havia limpado tudo, coisa que ela nem havia pedido. Em outra ocasião, ela encontrou uma pequena lista que ele havia feito, de meios de aperfeiçoar-se, e muitas de suas metas eram direcionadas para servi-la.

Essas gentilezas prometiam uma amizade duradoura; expressavam qualidades de caráter que durariam, mesmo quando as belezas físicas se houvessem desvanecido. Becky entendeu que ele possuía as qualidades que continuariam em meio aos tempos bons e ruins, exatamente as que ela procuraria em um bom amigo. Assim, casou-se com Isaac. E agora ela reflete que estava certa com relação a que suas grandes qualidades seriam uma vantagem para o seu relacionamento. Sente que está casada com seu melhor amigo. E é isso que um casamento deve ser.

A amizade, portanto, deve formar o alicerce do amor romântico — o amor que leva ao namoro e casamento.

Da mesma forma, tanto a amizade como o amor romântico só podem tornar-se aquilo que Deus pretende que sejam, quando são baseados em caridade, “o puro amor de Cristo”. (Morôni 7:47) Como aprendemos em Morôni e I Coríntios, a caridade é sofredora, benigna, não é invejosa, e não busca os seus interesses. A caridade leva os casais a se regozijarem na verdade, a crerem, esperarem e perseverarem. Os casais cujo amor se baseia na caridade, desejam o melhor um para o outro. Seu amor é repleto do puro amor de Cristo. Essas são as qualidades que devemos procurar no namoro e no casamento. (Ver I Coríntios 13:4–7; Morôni 7:45.)

Uma das maneiras de se desenvolver um relacionamento forte e amoroso é por meio da comunicação saudável.

A comunicação é o caminho pelo qual se inicia e perdura um bom relacionamento. Meus filhos solteiros perguntam-me constantemente como é que as pessoas conseguem casar-se. Parece um misterioso quebra-cabeças. Sei que a história de amor de cada um é diferente.

Mas parece haver pelo menos uma coisa em comum na maioria das histórias. É a espontaneidade na comunicação.
Muitos casais afirmam: “Simplesmente não conseguíamos parar de falar; eu perdia a noção do tempo quando estávamos conversando; sentia-me tão à vontade conversando, compartilhávamos o mesmo senso de humor, gostávamos de falar sobre nossos interesses e valores semelhantes”.
Foi assim em meu primeiro encontro com meu marido.
Durante a noite toda estávamos cercados por pessoas, mas sentíamos como se só nós dois existíssemos. John e eu conversávamos sem parar.

Já ouvi dizer que “o amor é como uma longa conversa”.

Acredito nisso. Na realidade, brinco com freqüência com nossos filhos, dizendo que, se algum dia não tiver mais o que falar com o papai, então nosso casamento estará terminado. Não tenho medo de dizer isso, pois gostamos de conversar um com o outro sobre tudo.

Essa comunicação que é tão divertida em uma amizade, também é essencial quando você realmente passa a conhecer o íntimo de uma pessoa. Um relacionamento nunca deve desenvolver-se em namoro, se não consegue ir além de conversas superficiais.

Às vezes procuramos a felicidade em lugares exóticos e o romance no místico, no dinheiro ou charme. Em outras, procuramos apenas pelas aparências. Em vez disso, precisamos de amigos que incorporem os mesmos ideais cristãos. Ao terem encontros, procurem amizades que tenham força duradoura e que possam proporcionar um alicerce firme para o casamento. Depois de haverem estabelecido uma base sólida e virtuosa em seu relacionamento, existe um lugar para a intimidade física — no casamento.

Relacionamento Físico


O relacionamento físico entre um homem e uma mulher pode ser maravilhoso — uma bela bênção. No entanto, se a parte física de um romance se inicia cedo demais ou rápido demais, passa a tomar conta de tudo. Então, será como colocar o carro na frente dos bois.

Nossas emoções físicas são poderosas e emocionantes. É assim que devem ser. Mas é exatamente por isso que precisam ser mantidas dentro dos limites até depois do casamento quando outras partes fundamentais do relacionamento são desenvolvidas.

Ensinamos a nossos filhos alguns princípios que esperamos ter-lhes proporcionado proteção. Tentamos criar algumas frases de efeito para se lembrarem facilmente em ocasiões de perigo e decisão. Permitam-me compartilhar apenas quatro princípios que os protegerá, se deles se lembrarem e os observarem.

1. Evitem os perigos do escuro. Fiquem em locais bem iluminados — literal e figurativamente. Existe sabedoria em deixar-se a luz acesa — na varanda, na sala de visitas, no baile. E há segurança em evitar os locais que representam o espírito de trevas.

2. Cuidado com o perigo do horizontal. Não se deitem juntos ao namorar. Simplesmente não o façam — nem para assistir a um filme, ler um livro ou descansar em um piquenique.

3. Lembrem-se dos perigos do isolamento. Encontrem lugares públicos para estarem a sós. Aprendam a ter suas conversas particulares onde houver outras pessoas. Existe grande segurança em ficar juntos onde possam ser interrompidos facilmente.

4. O recato é uma necessidade. Tudo referente a sua aparência, seu linguajar e seu comportamento deve evidenciar que vocês são um filho ou filha literal de nosso Pai Celestial. Se entendermos verdadeiramente o significado de nosso corpo no plano de nosso Pai, demonstraremos grande respeito por nosso corpo. Quando vocês se vestem e agem com recato, os outros os tratarão com respeito.

Você se protegerá, se ficar com os que também estejam à procura de boas escolhas. Alguém com quem deseja despender o resto de sua vida só desejará as melhores coisas para você. É citado no Para o Vigor da Juventude: “Escolham amigos que partilhem de seus valores, de modo que vocês possam fortalecer e incentivar uns aos outros a viverem padrões elevados. Um verdadeiro amigo os incentivará a ser o melhor possível”. ([2002], p. 12.)

O Senhor planejou que fôssemos um em todos os aspectos. O relacionamento físico no casamento pode ajudar-nos a concretizar nossa união espiritual. Somos feitos um para o outro. Nosso modelo é a própria primeira história de amor. O Senhor disse que não era bom que Adão estivesse só. Assim, o Senhor criou Eva, para ser “uma ajudadora idônea para ele”. (Gênesis 2:18) O significado dessa escritura é que Eva foi criada para ser uma ajudadora “idônea” para Adão. Idônea significa apta, capaz, competente. Assim, Eva era apta, capaz e competente para ajudá-lo. Depois disso, foi ensinado a Adão que eles deveriam “apegar-se” um ao outro, “e serão ambos uma carne”. (Gênesis 2:24) Estão aqui, portanto, todos os elementos — ser aptos um para o outro primeiramente, e depois complementar com o relacionamento físico depois do casamento. Sei o que é ter um amigo assim. Meu marido, John, era bondoso, gentil e romântico em nosso namoro. Depois, mesmo quando estava freqüentando a faculdade em tempo integral, trabalhando em tempo integral e com três filhos menores de quatro anos, ele continuava a ser gentil, atencioso e romântico comigo, o que demonstrava ajudando-me em minhas muitas tarefas. Dava banho nas crianças toda noite. Esfregava o chão da cozinha. Era também minha janela para o mundo — mantendo-me a par do que estava acontecendo. Ele nos sustentava. Dava-me incentivo como mãe. Levava as crianças a peças, concertos, acontecimentos de atletismo e auxiliava nos trabalhos que tivessem que escrever. Proporcionava-me momentos de descanso — em passeios ou saídas no fim de semana, levando-me ao templo ou, ocasionalmente, em suas viagens. Quando à noite chego cansada em casa, ele me faz torradas com queijo e outras guloseimas,para que eu não tenha que cozinhar.

Ele é minha inspiração e meu editor, quando escrevo ou preparo discursos. Ele ora por mim e dá-me as bênçãos do sacerdócio. Ele auxilia-me de todas as maneiras.

Espero que cada um de nós encontre essa alegria em sua vida por meio do relacionamento com amigos, família e Deus. Precisamos lembrar-nos de que as amizades profundas são edificadas sobre virtudes cristãs. Essas amizades devem formar uma base sólida sobre a qual o namoro se edifica. E, finalmente, com muito cuidado, o relacionamento físico acentuará essa santa amizade em casamento.

Testifico que esses princípios são verdadeiros. Que possamos encontrar alegria nas sagradas sociabilidades que o Senhor nos forneceu.

Adaptado de um discurso de devocional da Universidade Brigham Young—Idaho, feito em 18 de novembro de 2003.
SUSAN W. TANNER

Presidente Geral das Moças


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Introspecção


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
Lya Luft

terça-feira, 19 de abril de 2011

Quando me Amei de Verdade


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

Esse texto não é de Charles Chaplin, são trechos do Livro "Quando me amei de verdade", Traduzido por Iva Sofia Gonçalves Lima.
Livro original "When I Love myself enough" escrito por Kim McMillen e publicado pela filha Alison McMillen.

Tudo só depende de mim - Charles Chaplin


Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.