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terça-feira, 19 de abril de 2011

Quando me Amei de Verdade


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

Esse texto não é de Charles Chaplin, são trechos do Livro "Quando me amei de verdade", Traduzido por Iva Sofia Gonçalves Lima.
Livro original "When I Love myself enough" escrito por Kim McMillen e publicado pela filha Alison McMillen.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Reflexões de uma Vida Consagrada

Reflexões de uma Vida Consagrada

Devemos ser verdadeiros discípulos de Jesus, assim, devemos buscar, refletir e ponderar sobre os ensinamentos do Mestre nas Sagradas Escrituras. “Jesus dizia: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;” João 8:31
Salomão busca o significado e propósito na vida, sendo que a vida é vazia, a menos que façamos de Deus nossa prioridade. Ele é a única meta adequada de nossa existência. "Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade" (Eclesiastes 1:2).

É preciso cuidar dos verdadeiros e bons pensamentos e dos desejos profundos do coração. (Hb. 4,12), pois nossas escolhas provêm da nossa consciência, sendo o lugar onde educamos nossas pulsões. Escolher a vida é dar-lhe sentido bom e grande e nos libertamos quando dizemos não ao mundo. Jesus Cristo nos exorta que para o sim seja sim e o não seja não de verdade. Infeliz de quem troca e diz sim quando queria dizer não. Lembremos o que Paulo nos ensina: “nenhum de nós se deixe esquematizar pelos esquemas que são as atuais circunstâncias de nossa vida.) Romanos 12, 1-6.

Tempo e Escolhas
Nosso Pai Celestial nos concedeu preciosas dádivas, sendo o Livre Arbítrio e o Tempo, na Liahona de Novembro de 2010, temos a mensagem deixada pelo Élder D. Todd Christofferson, do quórum dos doze Apóstolos, comenta sobre os ensinamentos deixados pelo o Élder Richard L. Evans: "A vida lhe oferece duas dádivas preciosas - uma é o tempo e, a outra, a liberdade de escolha - a liberdade de comprar como seu tempo o que você quiser. Você é livre para investir seu tempo na busca de emoções." Depois comenta sobre o que o Profeta disse: O homem existe para que tenha alegria, uma alegria que inclui uma vida plena, uma vida dedicada ao serviço, ao amor e à harmonia no lar, aos frutos do trabalho honesto e a aceitação do evangelho de Jesus Cristo, seus requisitos e mandamentos. Somente nessas coisas você encontrará a verdadeira felicidade, uma felicidade que não dissipa com as luzes, a música e as multidões.

“O verdadeiro sucesso nessa vida advém da consagração de nossa vida – ou seja, de nosso tempo e escolhas – aos propósitos de Deus. Ao fazê-lo, permitimos que Ele nos erga até nosso destino mais elevado."

http://lds.org/churchmagazines/LI_2010_11_00___09291_059_000.pdf

“Nosso valores influenciam tudo o que fazemos com nosso tempo, energia, recursos, e comportamento em relação a terceiros. Eles orientam nossa vida. Todos os dias nos defrontamos com circunstâncias e escolhas que põem à prova nossos valores pessoais e requerem decisões que fortalecem ou enfraquecem tais valores. Precisamos avaliar as influências sofridas por nossos valores e metas.”

“Um de nossos privilégios conferidos por Deus é, sem dúvida, o direito de escolher nossa atitude em quaisquer circunstâncias. Podemos permitir que o que acontece ao nosso redor determine nossos atos, ou podemos assumir e governar nossa vida, usando como diretrizes os princípios da religião pura. Nada nos beneficiará realmente, até ser incorporado em nossa vida”. Marvin J. Ashton
I - Qual é o verdadeiro significado de nossa Vida?
Um profeta de Deus disse: “o homem existe para que tenha alegria, uma alegria que inclui uma vida plena, uma vida dedicada ao serviço, ao amor e à harmonia no lar, aos frutos do trabalho honesto e a aceitação do evangelho de Jesus Cristo, seus requisitos e mandamentos somente nessas coisas você encontrará a verdadeira felicidade, uma felicidade que não dissipa com luzes, a música e as multidões”
O Propósito principal da vida mortal é o de que todo espírito receba um corpo assim e aprenda a exercer o arbítrio moral em um tabenárculo de carne.

II – Colheita/Talentos
 
“chegará o momento em que você terá de prestar contas de cada dia, cada hora, cada minuto de sua vida mortal”





Reflexão: Será que lembramos o que é o mais importante nesta vida? Quais são as metas e valores que apreciamos para chegar ao nosso propósito?


Todos nós possuímos dons e talentos, seja em escutar, em cantar, em escrever, aconselhar, espalhar alegria, não devemos nos julgar inferiores por não termos certos dons que outros possuem, para uns é fácil perguntar, para outros, a timidez atrapalha e assim, prefere somente responder, mas todos são pequenos dons, o que podemos fazer é desenvolver os dons que possuímos continuar atentos e confiantes na Palavra de Sabedoria, pois a medida que nos elevamos espiritualmente, nossos dons também se elevam. Seja qual for nosso talento, é o nosso melhor e seremos cobrados. Nossa vida se enriquece quando compartilhamos o que temos de melhor.

Mateus 25:14-30: “Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois. Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.
Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;
E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?  Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.

D&C 42:68-69: “Portanto aquele que tem falta de sabedoria peça-a a mim; e dar-lhe-ei liberalmente e não o lançarei em rosto. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque a vós foi dado o reino; ou, em outras palavras, as chaves da igreja. Assim seja. Amém.

III – Consagração:

Consagrar significa separar ou dedicar algo para que se torne Sagrado, isto é, para propósitos santos. O Verdadeiro Sucesso nesta vida advém da consagração de nossa vida, ou seja, de nosso TEMPO E ESCOLHAS, aos propósitos de Deus.
Ao fazê-lo, permitimos que nosso Pai Celestial nos erga até o nosso destino mais elevado.

Provérbios 3:5-6: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. reconhece-o em todos os teus caminhos e Ele endireitará as tuas veredas”

João 17: 1-4: “Jesus falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti; Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. “

Cinco Aspectos de uma Vida Consagrada

Os Princípios são sinalizadores permanentes com os quais as pessoas podem direcionar seus cursos em situações de tempestade, calmaria, escuridão e claridade.

1 – Pureza


Sem Culpa e sem mancha o Senhor nos encoraja: “Arrependei-vos todos vós confins da Terra, vinde a mim e sede batizados em meu nome, a fim de que sejais santificados recebendo o Espírito Santo, para que comparecerdes sem mancha perante mim no último dia. 3 Néfi 27:20”
Ser livre de pecado ou culpa. A pessoa torna-se pura quando seus pensamentos e ações limpos de todos os sentidos. Quem pecou, pode purificar-se pela fé em Jesus Cristo, arrependendo e recebendo as Ordenanças do Evangelho. (Guia Para Estudo das Escrituras).

Mosias 3:19 “Porque o homem natural é inimigo de Deus e tem-no sido desde a queda de Adão e sê-lo-á para sempre; a não ser que ceda ao influxo do Santo Espírito e despoje-se do homem natural e torne-se santo pela expiação de Cristo, o Senhor; e torne-se como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai.”

2- Trabalho

Vês um homem diligente em seu trabalho? Ele será posto a serviço de reis. (Provérbios 22:29).
Que todo homem aprenda seu dever e agir com toda Diligência (D & C 107:99)

Diligência: é uma habilidade adquirida que combina persistência criativa, esforço inteligente, planejado e executado de forma honesta e sem atrasos, com competência e eficácia, de modo a alcançar um resultado puro e dentro do mais alto nível de excelência.

A Alma dos diligentes é saciada (Provérbios 13:4)
Uma vida consagrada é uma vida de trabalho árduo. “No suor do teu rosto comerás o teu pão” Gênesis 3:19

3- Respeito pelo Corpo Físico

Uma vida consagrada respeita a incomparável dádiva do corpo físico, uma criação divina feita à própria imagem de Cristo.

Não sabeis vós que sois TEMPLO DE DEUS e que o ESPÍRITO DE DEUS habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá, porque o templo de Deus, que sois vós, é SANTO. (I Coríntios, 3:16-17).

Guardar Palavras de Sabedoria:

D & C 89:1-21

O senhor aconselhou os Santos a não usarem:

• Vinho, bebidas fortes (bebidas alcoólicas)
• Tabaco
• Bebidas quentes (café, chá mate)

Purifiquemos o corpo para que o Espírito do Senhor habite em nós.

1 UMA Palavra de Sabedoria, para o benefício do conselho de sumos sacerdotes, reunido em Kirtland, e da igreja e também dos santos de Sião—
2 Para ser enviada como saudação; não como mandamento ou coerção, mas como revelação e palavra de sabedoria, manifestando a ordem e a vontade de Deus quanto à salvação física de todos os santos nos últimos dias—
3 Dada como princípio com promessa, adaptada à capacidade dos fracos e do mais fraco de todos os santos, que são ou podem ser chamados santos.
4 Eis que, em verdade, assim vos diz o Senhor: Devido a maldades e desígnios que existem e virão a existir no coração de homens conspiradores nos últimos dias, eu vos adverti e previno-vos, dando-vos esta palavra de sabedoria por revelação—
5 Eis que não é bom nem aceitável aos olhos de vosso Pai que alguém entre vós tome avinho ou bebida forte, exceto quando vos reunis para oferecer vossos sacramentos perante ele.
6 E eis que deve ser vinho, sim, avinho puro de uva da videira, de vossa própria fabricação.
7 E também bebidas fortes não são para o ventre, mas para lavar vosso corpo.
8 E também tabaco não é para o corpo nem para o ventre e não é bom para o homem, mas é uma erva para machucaduras e todo gado doente, a qual se deve usar com discernimento e habilidade.
9 E também bebidas quentes não são para o corpo nem para o ventre.
10 E também em verdade vos digo: Todas as ervas salutares indicou Deus para a constituição, natureza e uso do homem—
11 Toda erva em sua estação e toda fruta em sua estação; todas essas para serem usadas com prudência e ação de graças.
12 Sim, também a carne de animais e a das aves do ar, eu, o Senhor, indiquei para uso do homem, com gratidão; contudo, devem ser usadas moderadamente;
13 Agrada-me que não sejam usadas a não ser no inverno ou em tempos de frio ou de fome.
14 Todos os grãos são indicados para uso do homem e dos animais, para ser o esteio da vida, não só para o homem, mas também para os animais do campo e as aves do céu e todos os animais selvagens que correm ou rastejam na terra;
15 E estes fez Deus para uso do homem apenas em épocas de escassez ou fome excessiva.
16 Todos os grãos são bons para alimento do homem, como também o fruto da videira; aquilo que produz fruto, seja na terra ou acima da terra—
17 Contudo, o trigo para o homem e o milho para o boi e a aveia para o cavalo e o centeio para as aves e os porcos e para todos os animais do campo; e a cevada para todos os animais úteis e para bebidas suaves, como também outros grãos.
18 E todos os santos que se lembrarem de guardar e fazer estas coisas, obedecendo aos mandamentos, receberão saúde para o umbigo e medula para os ossos;
19 E encontrarão sabedoria e grandes tesouros de conhecimento, sim, tesouros ocultos;
20 E acorrerão e não se cansarão; e caminharão e não desfalecerão.
21 E eu, o Senhor, faço-lhes uma promessa de que o anjo destruidor passará por eles, como os filhos de Israel, e não os matará. Amém.

4 – O serviço
“Aqueles que Discreta e prestativamente fazem o bem são um exemplo de consagração.”Servir ao próximo demonstra nossa dedicação ao Senhor e ao bem-estar de seus Filhos. Jesus Cristo disse: “em verdade vos digo que quando o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste” Mateus 25:40






O rei Benjamim também ensinou: quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de vosso Deus. (Mosias 2:17)




5 – A integridade

Se aceitarmos a salvação nos termos em que nos foi oferecida, teremos que ser sinceros em cada pensamento, reflexão e meditação, em nosso circulo de amigos, em nosso negócios, em nossas declarações e em todas as ações de nossa vida. (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Brigham Young, 1997, p. 293)
Integridade não é Ingenuidade. Ingênuo é quem acha que não teremos de prestar conta a Deus. 3 Néfi 27:14
A bondade e a integridade não te abandonem, ata-as ao pescoço, escreva-as na tábua do coração. E alcançaras favor e bom sucesso aos olhos de Deus e dos Homens. Provérbios 3:3-4

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Simplicidade

Recentemente me encantei com a forma que uma criança, de mais ou menos seis meses, expressou-se ao ver uma pessoa que gostava… Mostrou alegria e contentamento com tanta espontaneidade que era visível o entusiasmo que estava sentido por ver aquela pessoa… e fazia tudo para demonstrar isso na forma que podia… mexendo os bracinhos… sorrindo… e dentro da sua linguagem, fazendo os sons que mostravam claramente sua alegria

Pensei em quantos de nós, depois de adultos… ainda se manifesta espontaneamente sempre que a presença de alguém ou de alguma coisa lhe toca sinceramente o coração…

Somos sujeitos a tantas regras de comportamento… tantas memórias de dor por termos exposto nosso sentimentos com verdade… que quase sempre essa manifestação espontânea de apreço… de admiração, passa primeiro pelos muitos filtros e… no final, o que sobra pode ser só um cumprimento polido…

Todos querem nos colocar regras para que possamos nos inserir dentro da sociedade… dos grupos… das religiões… e, com isso, não cabemos mais em nós mesmos… Vamos nos encolhendo daqui… acrescentando ali… para nos adaptar as muitas exigências que fazem para nos incluir nisso… ou naquilo…

Parece que temos que aprender como nos comportar para sermos aceitos como membros dos muitos grupos que andam por aí… só que esse padrão leva em conta regras estabelecidas por outros… e podem podar a espontaneidade e a nossa expressão mais genuína. Sempre julgamos o outro a partir do nosso limitadíssimo ponto de vista, cujo exemplo somos nós mesmos…. Se alguém faz coisas que fogem ao nosso altíssimo padrão de exigência de como as pessoas devem ser, já excluímos ou taxamos de inadequado.

Porque não observar o outro… assim como observamos uma criança… e mesmo que sua ação fuja aos nossos padrões de normalidade… tentar ver a beleza que existe nas diferenças… Quanto mais aceitamos o outro, mais aceitamos a nós mesmos porque o outro sempre está… também… dentro de nós.

Que limites estamos julgando estar sendo ultrapassados?

Quem colocou esses limites leva em conta o controle ou a fidelidade à Alma?

 
Vamos seguindo cegamente… tantas coisas… sem nem questionar o que estamos seguindo e quem criou essas regras..
Elas são mesmo o que nos toca o coração ou estamos sendo seguidores cegos de pessoas e idéias que não levam em conta a espontaneidade de cada um… o expressar-se com a Alma.

Voltando à criança… como seria bom se ao invés de ensinar a elas o que é feio e o que é bonito… de acordo com as muitas regras duvidosas que aprendemos… tivéssemos o cuidado de não podar o que elas têm de mais puro… tivéssemos o cuidado de não colocar artificialidade e imitação, no lugar da espontaneidade e da alegria natural… de quem se expressa com a inocência… de quem ainda se lembra das estrelas…
Rubia A. Dantés