segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Desejo - Victor Hugo - Carpe Diem



Victor Hugo

Desejo primeiro que você ame,

E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim.

Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal

Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
 
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,

E quando estiverem exaustos e sorridentes,

Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,

Não tenho mais nada a te desejar.
O mundo não é um mar de rosas. É um lugar ruim e asqueroso e não importa quão durão você é, ele te deixará de joelhos e te manterá assim se permitir. Nem eu, nem você, nem ninguém baterá tão forte quanto a vida. Mas isso não se trata de quão forte você pode bater. Se trata de quão forte pode ser atingido e continuar seguir em frente. Quanto você pode receber e seguir em frente. É assim q a vitória é conquistada! Agora se você sabe seu valor vá lá e conquiste. Mas deve estar preparado pra ser atingido e não apontar para os outros dizendo que não está aonde queria por causa dele ou dela ou de qualquer um! Covardes fazem isso! E você não é! Você é melhor que isso!" - Rock Balboa

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"BALADAS"



TEXTO DA REVISTA VIP


"Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana. Em relação aos finais de semana já desisti faz tempo: noites povoadas por pessoas com metade da minha idade e do meu bom senso. Nada contra adolescentes, muitos deles até são mais interessantes e vividos do que eu, mas tô falando dos de "fabricação em série". Tô fora de dançar os hits das rádios e ter meu braço ou cabelo puxado por um garoto que fala tipo assim, gata, iradíssimo, tia.

Tinha me decidido a banir a palavra "balada" da minha vida e só sair de casa para jantar, ir ao cinema ou talvez um ou outro barzinho cult, desses que tem aberto aos montes em bequinhos charmosos. Mas a verdade é que por mais que eu ame minhas amigas, a boa música e um bom filme, meus hormônios começaram a sentir falta de uma boa barba pra se esfregar.
Já tentei paquerar em cafés e livrarias, não deu muito certo, as pessoas olham sempre pra mim com aquela cara de "tô no meu mundo, fique no seu".
Tentei aquelas festinhas que amigos fazem e que sempre te animam a pensar "se são meus amigos, logo devem ter amigos interessantes". Infelizmente, essas festinhas são cheias de casais e um ou outro esquisito desesperado pra achar alguém só porque os amigos estão todos acompanhados. Tô fora de gente desesperada, ainda que eu seja quase uma.

Baladas playbas com garotas prontas para um casamento e rapazes que exibem a chave do Audi, tô mais do que fora. Baladas playbas com garotas praianas hippie-chique que falam com voz entre o fresco e o nasalado elas misturam o desejo de ser meigas com o desejo de ser manos com o desejo de ser patos) e rapazes garotos-propaganda Adidas com cabelinho playmobil, também to fora.


MUNDO IDIOTA

O que sobra então? Barzinhos de MPB? Nem pensar. Até gosto da música, mas rapazes que fogem do trânsito para bares abarrotados, bebem discutindo a melhor bunda da firma e depois choram "tristeza não tem fim, felicidade sim" no ombro do amigo têm grandes chances de ser aquele tipo que se acha superdescolado só porque tirou a gravata e porque fala tudo metade em inglês, ao estilo "quero te levar pra casa, how does it sound?"


Para dançar, os muquifos eletrônicos alternativos são uma maravilha, mas ainda que eu não seja preconceituosa com esse tipo, não estou a fim de beijar bissexuais sebosos, drogados e com brinco pelo corpo todo. Tô procurando o pai dos meus filhos, não uma transa bizarra.

Minha mais recente descoberta são as baladinhas também alternativas de rock. Gente mais velha, mais bacana, roupas bacanas, jeito de falar bacana, estilo bacana, papo bacana... Gente tão bacana que se basta e não acha ninguém bacana. Orkut, MSN, chats... me pergunto onde foi parar a única coisa que realmente importa e é de verdade nesta vida: a tal da química.
Mas então onde, meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? O tempo está passando, meus ex já estão quase todos casados, minhas amigas já estão quase todas pensando no nome do bebê... E eu? Até quando vou continuar achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo a mais idiota de todos?

Foi então que eu descobri. Ele está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredom lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito.

A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la andando por aí?


Tatiane Bernardi "






Por Sérgio Savian

De quantas formas você se protege do amor, pergunte a si mesmo.

Por que você não está permitindo que o amor aconteça em sua vida? Ou é mais fácil achar que você está só por culpa dos outros?

Até quando observamos os animais verificamos que eles estão sempre trocando carícias, fazendo contato. Mesmo quando você coloca duas plantas perto uma da outra, elas se buscam. Aonde há vida existe a necessidade de interação, de convívio. Não dá para imaginar uma célula do corpo querendo não pertencer ao seu organismo.

Só nós, humanos, parece que estamos vivendo a fantasia de sermos separados uns dos outros. O sentimento de liberdade e independência nos levou à falsa sensação de que não precisamos do outro. Mas isto é uma ilusão.

Não nos entregamos a uma relação, congelamos nossos corações, não dizendo o que pensamos e sentimos de verdade. Escapamos da intimidade.

Abaixo desta casca dura está a outra camada mais sensível: todos os nossos medos, inseguranças, machucados emocionais. Um dia confiamos e fomos traídos. Um dia você se sentiu humilhado ou rejeitado, senão abandonado. Doeu muito e você associou o amor com dor, com problemas, com algo desagradável.

Por isso criou um escudo para não sentir mais. O problema é que esta mesma armadura que o protege da dor também o afasta do amor. Será que essa é a saída?

Será que tornando-nos seres insensíveis e indiferentes vamos nos sentir bem? E o que vamos fazer com a eterna vontade de encontrar alguém para compartilhar o afeto?

A luz no final do túnel está em descobrir que sob todas as camadas de proteção existe um sentimento escondido como uma pérola dentro de nós.

É a nossa essência que continua inocente, que é capaz de ver graça na vida. É um lado bem delicado, vulnerável e poderoso ao mesmo tempo. E é a partir daí que poderemos amar de verdade.

Acreditar nisso é fundamental, mas também é preciso ter humildade e coragem para nos conectar com o que está lá no fundo de nossos corações.


domingo, 28 de dezembro de 2008

Se eu tivesse




Se eu tivesse poderes mágicos, como as fadas dos contos mitológicos eu sairia pelo mundo levando felicidade...Daria a cada ser humano a bênção da saúde, pois sem ela não somos nada.Levaria ainda uma caixa de presentes que nunca se esgotariam para que os humanos usassem sempre, como fonte inesgotável:

A fé em Deus.

A fé em si mesmo

A fé no próximo

Sorrisos de crianças para ouvirem quando estivessem tristes

Amor de mãe para quando se sentissem sozinhos e não amados

Colo de amigo para quando se sentissem rejeitados
Beijos de filho para quando se sentissem fracos.
A palavra de Deus para quando se sentissem desesperados

Abraço apertado para os dias de carência

Paciência para resolver os embates da vida

Perfume de flores e proteção dos anjos para todos os dias...

Paz de espírito para as noites de insônia
O amor como remédio em gotas infinitas

A amizade para lutar contra a solidão da alma

Espalharia ainda pelos ares pó mágicoamarelo e brilhante como as estrelas

Esse pó destruiria no mundo a depressão,a guerra, a maldade,a inveja e tudo de ruim que existe no mundo.

Nosso mundo seria de paz, encantos e magia.

Flores por todos os ladosE todo dia seria dia de cantoria.

Cantaríamos o amor e a paz em prosa e em verso.

Porque em nossos corações todo dia seria um dia novo.

Ah! Se eu tivesse poderes mágicos...Mas sou pequena, humana e imperfeita como todos. Mas, mesmo assim, diante de tudo que vemos, sobra uma certeza lá dentro do coração:

Somos Abençoados

Porque somos gente

Porque estamos juntos

Porque somos Amigos

Porque somos família

Porque somos Filhos de Deus

E isso...É MÁGICO!

Autoria: Josevânia Fonseca Silva

Felicidade


Se queres dar-me uma flor, faze-o antes que eu morra. Se podes, hoje, fazer o milagrede um sorriso num rosto que chora, não coloques flores sobre tumbas: Se queres dar-me uma flor, faze-o agora! Se podes dar um lar ao orfãozinho, abrigo ao pobre que geme lá fora,não encolhas a mão - Deus está vendo.

Se podes dar-me uma flor, faze-o agora!

Se conheces o eterno caminho que leva ao templo onde a alegria mora, não guardes, egoísta, o teu segredo:

Se podes dar-me uma flor, faze-o agora!

Se podes dizer, em uma frase linda algo que faça a tristeza ir embora,dize-o enquanto posso agradecer sorrindo:

Se podes dar-me uma flor, faze-o agora!

Que farei eu, das orações, das flores,quando do mundo já não mais eu for?

Aos pés de Deus eu as terei tão lindas que não precisarei do teu amor!

Nâo esperes o instante da partida:

Se queres me fazer feliz, faze-me agora!

Para que chorar de remorso e de saudade?

Custa tão pouco a felicidade...

Ainda que...


"Ainda que...
Ainda que eu perdesse todo esse meu dom de fazer de vocês pequeninos sorrirem eu me lembraria de como os sorrisos em suas faces eram sempre sinceros e em demasia grandes em comparação aos seus delicados olhos.
Ainda que com a velhice eu além de perder Minha juventude também perdera minhas façanhas eu me recordaria de todos que fiz e que me fizeram eu estaria sempre a me ver em olhos fascinantemente Cheios de vidas e de sonhos e neles eu veria Refletidas as crianças.
Ainda que todos os neguem a infância, os brinquedos, ou as histórias na beira da cama eu sei, você sabe... as crianças, elas são doces demais, elas inventariam um lugar oposto e fariam tudo de lá conforme seu gosto. Pois ainda que lhe tirem tudo,Elas possuem a chamada IMAGINAÇÃO.
Ainda que lhe mostrem a dor eles renegam e apresentam a felicidade.
Ainda que lhe queiram mau, eles renegam e apresentam o carinho.
Ainda que lhe batam com ódio, eles te acariciam com tanto amor, com tal amor que eu nem sei se será mesmo isso correto...
Ainda que me digam que esse mundo esta perdido, eu nego, eu abro um sorriso maior e lhe digo...Além desse horizonte distante, existe sim um lugar. Eu aprendi com as crianças, que me ensinaram a cantar, me ensinaram a sorrir, a dançar, que apesar de tão pouco saberem. Sabem do pouco que se precisa pra viver.....É simples demais
E por assim tão simples, você insiste em complicar. Criando meias palavras e destruindo corações por inteiro...Veja bem, analise, não esqueça dos detalhes.
Será a ultima vez, não se esqueça foram Elas que me ensinaram...."

sábado, 18 de outubro de 2008

O Zelador da Fonte


Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária. Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador. Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d´água começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O conselho municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d´água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso. Assim como o conselho municipal da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores. Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas. Que os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los. Mas, sem seu trabalho o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável. O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para sermos felizes!

sábado, 11 de outubro de 2008

A Arte de Gostar da Mulher!!





Ainda nos meus tempos de graduação em jornalismo na Uerj, fui assistir a uma palestra do fotógrafo André Arruda, que foi do JB, Globo e trabalhava, entre outras coisas, com moda. Em determinado momento da palestra ele relatava a sua experiência em fotografar nu artístico e soltou a seguinte frase: 'para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher'. Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário ele completou: - Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas.
Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada calcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso - afirmou. O fato é que eu concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher são necessários outros requisitos que são raros. Por isso a mulherada anda tão INSATISFEITA. Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la a cada dia não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente. Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso. Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Levar flores no trabalho sem nenhum motivo a não ser o de ver seu sorriso. É escutar pacientemente todas as queixas da chefa rabugenta, que provavelmente é assim porque seu homem não gosta de mulher. O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim se ele está realizando sexualmente a sua esposa, noiva ou namorada, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida. O homem que gosta de mulher não come mulher. Ele penetra não só no corpo mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro, da personalidade. 'Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro', afirmou Vinícius de Moraes no poema; Para viver um grande amor. Para amar verdadeiramente uma mulher o homem deve ser totalmente fiel, traí-la, jamais. Amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher. Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Os que gostam de mulher é que conquistam várias vezes a mesma mulher. E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão. A dimensão da poesia, do amor e em última instância do impenetrável universo feminino. Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar de mulher e penetrar em seu universo não é torná-las cativas e sim libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade. Uma das músicas com que mais me identifico é uma em inglês - por incrível que pareça, para um nacionalista e anti-imperialista convicto. É a Have you really loved a woman. É do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre quer dizer 'você já amou realmente uma mulher?'. Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, dá-la apoio, para amar realmente uma mulher. Essa música é perfeita. Como se vê, gostar de comer mulher é fácil. Agora gostar de mulher é dificílimo. Precisa ser macho de verdade para isso.

Luiz Fernando Veríssimo.

AGORA SÓ ME RESTA VOCÊ!...


Meus olhos percorrem a terra e me deparo com a dor da guerra,da miséria, do abandono, do ódio, da inveja, da vingança,da cobiça, do preconceito...Corre-me as lágrimas que roçam a face como se fosse um carinho vindo de um ser superior que faz com que meu coração não se entregue a esta sensação de derrota,ao ver meu próximo matando-se, uns aos outros,por disputa de territórios quando nem os seus próprios ainda conhecem e já desejam o de seu vizinho.A guerra suja e hipócrita lançada em nome de Deus,(como escudo protetor),como se tiros, armas, fossem o instrumento de amor deixado como exemplo pelo filho do rei do universo. Deparo-me ao mesmo tempo com a misériaenquanto que dirigentes de nações gastam fortunas em armas,vejo então, um irmão evitar de falar com outro devido a sua cor, a sua escolha sexual, a sua raça...e vejo aindaoutros desejarem simplesmente o que é de seu irmãocomo se não fosse direito daqueles outros terem. Ah quanta hipocrisia...E meus olhos já tomados por todo este sentimento de desilusão,Partem então em busca de nossos anciões eos encontra, na maior parte das vezes, sendo evitados por aqueles que lhe sucederam,e busco então à família e vejo a mesma sendo tomada pela falta de diálogo,onde o pai nem sabe o que ocorre com seu filho, e a esposa com o seu marido. Assim elevo meus olhos para o infinitoos pensamentos me fazem ver mais adiantecom o canto dos pássaros,com o azul dos oceanos,com o brilho do sol,com a magia da lua,com o verde das árvores,que devo ter ainda esperança e dela faço minha única companheira,busco a pena, e começo a jogar palavras sobre as linhas,minha arma será esta. Minha mensagem não poderá ser outra sem ser de esperança, afinal o criador de tudo, acredito, ainda nos dará uma chance para voltarmos a razão, façamos da esperança, irmã gêmea de nossas almas que haverá de se encontrar em nosso peito com a semente que todos temos por obrigação carregar a Fé.Assim unamos o amor, a fé, e a esperança se fortalecerá!

Paulo Nunes JuniorSP-Brasil